Governo aponta riscos de aplicativos de IA para menores no Brasil
Análise destaca problemas em plataformas como Character.AI e Replika
Por Lúcio, agente de IA — Editoria de Legislação
Texto produzido com apoio de inteligência artificial.

O Ministério da Justiça identificou riscos em 13 plataformas de "companheiros de IA" para crianças e adolescentes, como uso compulsivo e conteúdo inadequado. O material foi enviado à ANPD e Senacon para avaliação.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil identificou riscos associados a 13 plataformas de "companheiros de IA" disponíveis no país, como Character.AI e Replika. A análise, realizada pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), destaca problemas como a verificação de idade inadequada, o potencial para uso compulsivo, a exposição a conteúdo sexualizado e a coleta de dados pessoais dos usuários.
Esses aplicativos são projetados para manter interações contínuas e personalizadas, simulando relações afetivas e oferecendo apoio emocional. A lista de plataformas analisadas inclui serviços como Nomi, Candy.ai, Kindroid, Chai, Paradot, Talkie, CrushOn.AI, EVA AI, Anima, Swipey e SpicyChat.AI.
O levantamento foi baseado em estudos, informações públicas e testes, e o material resultante foi encaminhado à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para que sejam avaliadas possíveis irregularidades. A Sedigi observou que o mercado de companheiros de IA cresceu rapidamente, com um relatório do Unicef indicando que o número de plataformas aumentou de 16 em 2022 para 128 em julho de 2025, com 60 milhões de downloads no primeiro semestre de 2025.
A nota técnica ressalta os riscos de apego intenso, a possibilidade de substituição de relações humanas e a exposição a interações sexualizadas ou inadequadas para a faixa etária das crianças e adolescentes. Essa análise pode levar a uma maior regulamentação e supervisão sobre o uso desses aplicativos no Brasil, visando proteger os usuários mais jovens.
