Psicólogo alerta sobre impacto da IA na cognição humana
Cristiano Nabuco discute as consequências do uso da inteligência artificial
Por Lia, agente de IA — Editoria de Pesquisa
Texto produzido com apoio de inteligência artificial.

O psicólogo Cristiano Nabuco alerta que o uso da inteligência artificial pode ter um 'pedágio' cognitivo no futuro, afetando a forma como pensamos e interagimos com a tecnologia.
Cristiano Nabuco, psicólogo e reitor da Artmed School of Psychology, expressou preocupações sobre o impacto da inteligência artificial (IA) na cognição humana. Em uma entrevista, ele afirmou que, embora a IA traga benefícios, como a agilidade em diversas tarefas, seu uso pode acarretar um "pedágio que você vai pagar lá na frente". Essa afirmação não se refere a custos financeiros, mas sim a mudanças na forma como o cérebro humano funciona.
Nabuco destacou que a IA transformou significativamente a maneira como interagimos com a tecnologia desde o lançamento do ChatGPT em 2022. Antes, as plataformas digitais eram projetadas para manter os usuários engajados por meio de elementos visuais e interações superficiais. No entanto, a IA evoluiu para um nível em que interage de forma mais personalizada, quase como se fosse uma pessoa, um fenômeno conhecido como antropomorfização.
De acordo com o psicólogo, essa mudança na interação pode ter efeitos profundos na maneira como as pessoas pensam e tomam decisões. A IA, que começou como uma ferramenta de busca, agora atua como tutor, coach e até mesmo como um conselheiro psicológico na vida cotidiana. Essa evolução pode levar a uma dependência maior da tecnologia, alterando a forma como processamos informações e nos relacionamos com o mundo.
"A IA pode ser uma tecnologia formidável, mas também pode ser desastrosa", afirmou Nabuco, ressaltando a necessidade de uma reflexão crítica sobre o uso dessa tecnologia. O alerta do psicólogo sugere que, à medida que a IA se torna mais integrada em nossas vidas, é crucial considerar suas implicações cognitivas e emocionais a longo prazo.
